22°

Capanema, PR

Tenha uma ótima sexta-feira, 13/12/2019

Notícias

Obras da UHE Baixo Iguaçu desvendaram sítio arqueológico

Quarta, 22 de Maio, 2019

Três rochas com gravuras rupestres resistem ao tempo na parte mais elevada do morro Vista Alta numa faixa de terra entre o Rio Iguaçu e seu afluente Andrada, no sudoeste do Paraná. Por milênios, esses pedaços palpáveis da história ficaram ocultos pela mata que recobre o  entorno.

 

Um minucioso trabalho de pesquisa que se estende desde 2008 revelou milhares de relíquias e outros 53 sítios arqueológicos na área de influência direta e indireta da Usina Hidrelétrica Baixo Iguaçu, que abrange cinco municípios. As descobertas agora fazem parte do Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

 

A prospecção, o resgate e a pesquisa de artefatos e sítios arqueológicos são realizados por especialistas contratados pelo Consórcio Empreendedor Baixo Iguaçu (CEBI). O Programa de Prospecção e Resgate Arqueológico, que já recebeu investimentos do consórcio, acompanhou todas as etapas do licenciamento ambiental - desde a licença prévia, de instalação à de operação - da hidrelétrica.

 

As riquezas antes resguardadas pela floresta e por poucos moradores do Paraná começam a escrever uma história até então desconhecida do Brasil anterior à colonização europeia.

 

Oito mil anos de história

 

O Estado do Paraná é um território rico em relíquias arqueológicas. Pesquisas anteriores indicam que os primeiros habitantes foram caçadores-coletores cuja ocupação remonta a 11 mil anos.

 

Sítios arqueológicos na área da Usina Hidrelétrica Baixo Iguaçu foram catalogados e demarcados. Os resquícios de sedimentos e material lítico, ou seja, as rochas usadas como instrumentos pelos homens pré-coloniais, foram encaminhados para investigação em laboratórios. Os itens incluem restos de cerâmica e pontas de rochas lascadas que poderiam servir como projéteis, lanças e facas, entre outros.

 

Os arqueólogos também encaminharam amostras para a datação de carbono-14, método usado para definir a idade de fósseis vegetais e animais, em um laboratório dos Estados Unidos. Pelo resultado, os itens coletados remontam a um espectro entre 380 anos e 7.920 anos. Os pesquisadores também tentam identificar as populações que passaram pela região. Registros arqueológicos sugerem a presença das etnias Guaranis e Jê Meridionais.

 

No caso do sítio de Vista Alta, há mais mistérios do que conclusões. Os arqueólogos ainda não conseguem precisar o período ou a população que o habitou. “Do ponto de vista científico, essas respostas não existem”, disse Valdir Luiz Schwengber, coordenador da pesquisa arqueológica e sócio-diretor do Espaço Arqueologia, que presta serviço para o CEBI. Por enquanto, há apenas indícios de que aquela ocupação tenha cerca de oito mil anos.

 

Respiros de tempo

 

O sítio arqueológico de Vista Alta fica a dez quilômetros do centro de Capitão Leônidas Marques, um município de pouco menos de 15 mil habitantes. O trajeto é feito pela rodovia PR 484 até a ponte do Rio Andrada - estrutura que recebeu investimentos do CEBI.

 

Todo o processo vem sendo acompanhado de perto pelo engenheiro florestal Bruno Mattiello, que coordena o programa arqueológico junto ao consórcio. “Para mim, é muito interessante participar de um projeto que ajuda a descobrir nossas raízes, que vai identificar o modo de vida das populações da região”, comentou.  

 

Após a conclusão dos estudos, os itens coletados serão encaminhados para o Museu Regional do Iguaçu, mantido pela Companhia Paranaense de Energia (Copel) no município de Reserva do Iguaçu, também no sudoeste do Estado.

 

O sítio de Vista Alta será um dos poucos do Brasil abertos à visitação. A ideia é garantir uma infraestrutura de acesso até o topo do morro e, ao lado das inscrições em pedra, instalar painéis com reproduções em 3D das gravuras rupestres e informações sobre as populações que habitaram a região. “O sítio vai ser certamente um atrativo nacional”, disse Mattiello.

 

Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

 

Este programa se alinha ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4 (Educação de Qualidade) e 11 (Comunidades e Cidades Sustentáveis).  

Espécie de tartaruga do Baixo Iguaçu é monitorada por satélite ​

Programa de Educação Ambiental da UHE Baixo Iguaçu promove ação educativa em comemoração ao Dia da Árvore​

04 de Outubro – Dia da Natureza ​

UHE Baixo Iguaçu realiza entrega de prêmios da 1ª Mostra de Educação Ambiental​

Reutilização de Pneus Contribui para Redução de Danos ao Meio Ambiente e Prevenção de Doenças​